horário de funcionamento: Seg – Sex: 8:00 – 13:00  i  tel.: (75) 9.8224-8866

Radar da Transparência

Audiência Pública sobre saúde mental pós-pandemia é realizada na Câmara

Uma Audiência Pública para discutir medidas sobre saúde mental pós-pandemia, foi realizada no Plenário da Câmara de Vereadores de Governador Mangabeira. De iniciativa do vereador Derlan Queiroz, através do requerimento nº 02/2022, a audiência reuniu profissionais de saúde básica e mental, pacientes, sociedade civil, gestores e secretários municipais. O evento foi realizado na última quinta-feira (19).

A audiência foi aberta pelo Vice-presidente da Casa, Balbino Lopes que em seguida passou a palavra para o vereador Derlan que convidou os palestrantes para compor a mesa. Dando abertura as discussões a enfermeira e representante da Terapia Comunitária Integrativa, Lainara Lopes, explicou sobre a importância da terapia comunitária, que podem ser desempenhadas por líderes comunitários capacitados, os quais tem uma maior facilidade em identificar os indivíduos que necessitam de ajuda e realizar as rodas de conversas e, a partir delas criar projetos.

A representante do Sindicato APLB e usuária do sistema de saúde mental, Denice Queiroz, trouxe a mensagem de saudação e agradecimento do Coordenador do Sindicato Ivson Silva. Em seguida, a mesma relatou sobre o processo que a levou a descoberta dos problemas de ordem da saúde mental, suas experiências, e sobre como é lidar com o preconceito, ignorância e julgamento da sociedade. Denice propôs durante a audiência, incluir as atividades de Terapia Comunitária Intensiva nos PSF’s, nas escolas, bem como para os pais dos alunos e demais profissionais das unidades de educação.

Rafael Brandão, enfermeiro e coordenador do Centro de Atenção Psicossocial – CAPS de Governador Mangabeira, falou sobre o serviço público humanizado de orientação que é desenvolvido diariamente para os usuários do CAPS e convidou a toda população para conhecer melhor o espaço e fazer saúde metal.A Psicóloga Evy Farinelli, contribuiu para o debate externando sua preocupação com relação ao término da pandemia que está transformando psicologicamente as pessoas.

Outros pontos preocupantes para ela é o alto índice de jovens que se automutila, crianças e adolescentes que sofrem abuso ou exploração sexual e os casos de suicídio. No objetivo de alcançar resultados positivos para resolução desses problemas na sociedade, Drª Evy, sugeriu a promoção de eventos para desfazer com o estigma em torno da causa e com o preconceito que as pessoas têm em frequentar unidades especificas que tratam da saúde mental.

O propositor da audiência ressaltou a importância dos parlamentares formularem soluções a começar das informações apontadas por cada palestrante, dando novos passos e somar para salvar vidas, “cabe a cada governante e a cada cidadão dar sua contribuição e fortalecer as políticas públicas sobre saúde mental”, disse Derlan.

Por sua vez, o gestor do município, o Prefeito Marcelo Pedreira, falou sobre a relevância em promover o bem enquanto seres humanos nesse momento que o mundo enfrenta uma transição pós pandemia, “como atores sociais, cada um na sua ceara, precisamos ter compreensão, capacidade e a inteligência de nos debruçarmos para compreender as dificuldades das pessoas e, nesse momento além de bons profissionais precisamos ser extraordinários seres humanos para acolher, ouvir, respeitar as dificuldades das pessoas e não apontar quem passa por problemas, e mais do que nunca, sermos solidários”.

Já o vereador André Sena, ressaltou a necessidade de buscar novos caminhos para um trabalho preventivo, bem como estender as atividades preventivas nas comunidades do município. “É preciso se debruçar sobre essa questão, formulando projetos de lei, convocando mais pessoas para fortalecer a causa”, disse André.A assistente social Eline Peixoto, propôs levar o debate para outros espaços no sentido da prevenção como pontuou o vereador André. Além disso, Eline parabenizou os profissionais que fazem parte da rede de saúde, em especial aos agentes comunitários, que fazem a busca ativa primária dos munícipes que precisam do atendimento do CAPS de forma domiciliar. “Precisamos fazer reuniões descentralizadas para evitar que as pessoas cheguem ao pico do surto, por isso a importância de audiências públicas como essas, para debater, levantar propostas, quebrar os tabus e construir uma cidade mais equilibrada emocionalmente”, concluiu a assistente social.

A Coordenadora do SAMU e do Atendimento Médico Emergencial – AME, Márcia Rezende sugeriu elaborar um seminário para os agentes comunitários, enfermeiros e técnicos da atenção básica que são os multiplicadores para as comunidades. Também indicou a reativação da Rede de Atenção Psicossocial – RAPS.E findando a audiência pública, o vereador Derlan, indicou a realização de uma conferência sobre saúde mental e também a possibilidade de extensão do CAPS com implantação de unidades em localidades da zona rural.

Também esteve presente o Vice-prefeito Orlando Leite, a representante da Secretaria de Saúde Municipal, Cilene Rodrigues, os secretários Fábio de Telinho, Manuela Silva, Daniele Alves e Ismael Gomes.

Ir para o conteúdo